Com cerca de 100 milhões de pessoas, a classe C brasileira desponta como grande consumidora do mercado financeiro. Além de responder por 59% das contas bancárias do país (dados Datafolha) e dos vários produtos de crédito, que colaboraram para o aumento do poder de consumo, esta faixa da população com renda familiar entre R$ 1.115 e R$ 4.807 (dados FGV) reforça seus investimentos e passa a atuar, por exemplo, com mais força na bolsa de valores. Quais as particularidades dos produtos financeiros dirigidos a classe C? Como preparar o seu negócio para esta oportunidade?
terça-feira, 13 de setembro de 2011
Carga Tributaria no Brasil
O Impostômetro chegou a um trilhão. É quanto o brasileiro pagou de impostos em 2011. O valor foi atingido 35 dias antes do que em 2010. É "Hora de Agir"! O Projeto de Lei nº 1.472, conhecido como De Olho no Imposto, está parado no Congresso Nacional desde 2007. Cobrem de seus deputados a aprovação do PL que permitirá que você, cidadão, saiba o quanto paga de impostos em cada produto adquirido.
Descontada a inflação, a arrecadação federal aumentou 7,68% em 2008, retraiu 0,38% em 2009 e cresceu 9,77% em 2010. Não é por acaso que o Impostômetro vai chegar a um trilhão dia 13/09.
sexta-feira, 9 de setembro de 2011
Brasil sobe cinco posições no ranking de competitividade
Brasil está mais competitivo. A última edição do Relatório Global de Competitividade do Fórum Econômico Mundial, divulgada hoje, mostra que o País ganhou cinco posições e agora está em 53º lugar. O Global Competitiveness Report (GCR), publicado anualmente desde 1979, analisa as condições de competitividade de 142 países a partir da análise de dados estatísticos nacionais e internacionais e uma ampla pesquisa de opinião realizada junto a executivos. No Brasil, a pesquisa é realizada pela Fundação Dom Cabral em parceria com o Movimento Brasil Competitivo.
Na edição de 2011, o ranking geral do relatório apontou Suíça, Cingapura e Suécia como as economias mais competitivas do mundo, ultrapassando os Estados Unidos, cuja queda no ranking é reflexo de sua instabilidade macroeconômica, do déficit fiscal crescente e da dívida pública.
O relatório de 2011 destaca a força dos países emergentes. Se as economias mais avançadas têm revelado uma estagnação econômica e competitiva nos últimos sete anos, as nações emergentes sinalizam um crescimento estável e com mudanças no perfil das suas atividades econômicas. Neste contexto, o Brasil aparece como um dos destaques. O estudo analisa cada país em 12 pilares de competitividade (veja abaixo a posição do Brasil nesses itens).
O Brasil tem apresentado estabilidade na maioria desses quesitos, com pequenas alterações para mais ou para menos no seu posicionamento. Os destaques são os pilares ‘Instituições', cujo salto foi de dezesseis posições; ‘Eficiência do mercado de trabalho', com ganho de treze posições; e ‘Mercado Financeiro', com sete. A única perda significativa ocorreu no pilar ‘Estabilidade macroeconômica', com decréscimo de quatro posições, ocasionado principalmente por um crescimento no nível de endividamento do governo.
12 pilares
O coordenador do Núcleo de Inovação e de Competitividade da Fundação Dom Cabral, Carlos Arruda comenta que é importante ressaltar a alteração do perfil de desenvolvimento do Brasil, o País passou a ser ponderado de maneira diferente em cada um dos 12 pilares da pesquisa. "Isso acabou favorecendo seu posicionamento geral e por grupo de fatores no ranking, retirando peso estatístico dos fatores de pior desempenho do País, como educação básica, infraestrutura rodoviária, eficiência nos gastos públicos e outros, e dando mais ênfase a fatores historicamente positivos como qualidade empresarial, potencial para inovação, qualidade do sistema bancário e financeiro e outros."
Segundo Arruda, os ganhos de posição registrados pelo Brasil não estão ligados unicamente às mudanças no nível de renda per capita e na metodologia. "Essa evolução é também um reflexo das mudanças empreendidas pelo país nos últimos anos, em especial no que diz respeito à estabilidade econômica, à inclusão econômica e social e ao consequente crescimento do mercado doméstico", avalia.
Segundo o WEF 2011, esse incremento de cinco posições está muito relacionado ao fortalecimento de alguns fatores competitivos como o Mercado Interno (10ª posição no ranking geral) e a Alta sofisticação do ambiente de negócios (31ª posição), o que vem proporcionando importantes ganhos de escala e de escopo para a economia brasileira.
Fraquezas competitivas
Por outro lado, o Brasil persiste em suas fraquezas competitivas já historicamente apontadas por este e outros relatório de competitividade, como a baixa qualidade da infraestrutura (104ª posição), baixa qualidade do sistema educacional (115ª), rigidez do mercado de trabalho (121ª) e o spread bancário (137ª).
http://www.economiasc.com.br/
Na edição de 2011, o ranking geral do relatório apontou Suíça, Cingapura e Suécia como as economias mais competitivas do mundo, ultrapassando os Estados Unidos, cuja queda no ranking é reflexo de sua instabilidade macroeconômica, do déficit fiscal crescente e da dívida pública.
O relatório de 2011 destaca a força dos países emergentes. Se as economias mais avançadas têm revelado uma estagnação econômica e competitiva nos últimos sete anos, as nações emergentes sinalizam um crescimento estável e com mudanças no perfil das suas atividades econômicas. Neste contexto, o Brasil aparece como um dos destaques. O estudo analisa cada país em 12 pilares de competitividade (veja abaixo a posição do Brasil nesses itens).
O Brasil tem apresentado estabilidade na maioria desses quesitos, com pequenas alterações para mais ou para menos no seu posicionamento. Os destaques são os pilares ‘Instituições', cujo salto foi de dezesseis posições; ‘Eficiência do mercado de trabalho', com ganho de treze posições; e ‘Mercado Financeiro', com sete. A única perda significativa ocorreu no pilar ‘Estabilidade macroeconômica', com decréscimo de quatro posições, ocasionado principalmente por um crescimento no nível de endividamento do governo.
12 pilares
O coordenador do Núcleo de Inovação e de Competitividade da Fundação Dom Cabral, Carlos Arruda comenta que é importante ressaltar a alteração do perfil de desenvolvimento do Brasil, o País passou a ser ponderado de maneira diferente em cada um dos 12 pilares da pesquisa. "Isso acabou favorecendo seu posicionamento geral e por grupo de fatores no ranking, retirando peso estatístico dos fatores de pior desempenho do País, como educação básica, infraestrutura rodoviária, eficiência nos gastos públicos e outros, e dando mais ênfase a fatores historicamente positivos como qualidade empresarial, potencial para inovação, qualidade do sistema bancário e financeiro e outros."
Segundo Arruda, os ganhos de posição registrados pelo Brasil não estão ligados unicamente às mudanças no nível de renda per capita e na metodologia. "Essa evolução é também um reflexo das mudanças empreendidas pelo país nos últimos anos, em especial no que diz respeito à estabilidade econômica, à inclusão econômica e social e ao consequente crescimento do mercado doméstico", avalia.
Segundo o WEF 2011, esse incremento de cinco posições está muito relacionado ao fortalecimento de alguns fatores competitivos como o Mercado Interno (10ª posição no ranking geral) e a Alta sofisticação do ambiente de negócios (31ª posição), o que vem proporcionando importantes ganhos de escala e de escopo para a economia brasileira.
Fraquezas competitivas
Por outro lado, o Brasil persiste em suas fraquezas competitivas já historicamente apontadas por este e outros relatório de competitividade, como a baixa qualidade da infraestrutura (104ª posição), baixa qualidade do sistema educacional (115ª), rigidez do mercado de trabalho (121ª) e o spread bancário (137ª).
http://www.economiasc.com.br/
Entendendo a inflação, O Dragão que assusta os brasileiros a décadas
Inflação é um processo pelo qual ocorre aumento generalizado nos preços dos bens e serviços, provocando perda do poder aquisitivo da moeda. Isso faz com que o dinheiro valha cada vez menos, sendo necessária uma quantidade cada vez maior dele para adquirir os mesmos produtos.
Há vários fatores que podem gerar inflação. O aumento muito grande do preço de um item básico na economia pode contaminar os demais preços provocando uma alta generalizada. É o caso do petróleo e da energia elétrica, por exemplo. O excesso de consumo também provoca inflação, pois os produtos tornam-se escassos ocasionando aumento de seus preços. Em outra hipótese, se o Governo gasta mais do que arrecada, e para pagar suas contas emite papel-moeda, provoca inflação, pois está desvalorizando a moeda, uma vez que criou dinheiro novo sem lastro, sem garantia, sem que tenha havido criação de riqueza, de produção. Assim, os bens e serviços continuam os mesmos, mas o dinheiro em circulação aumenta de volume. Passa-se, então, a exigir maior quantidade de dinheiro pela mesma quantidade de produto, o que alguns economistas chamam de dinheiro fraco, dinheiro podre.
O processo inflacionário, quando instalado, é de difícil controle. Funciona como um círculo vicioso, obrigando a realização de reajustes periódicos de preços e salários, com o seu conseqüente agravamento. E quem mais sofre com tudo isso é a camada mais pobre da população, que não tem como se proteger. Em épocas de inflação galopante, tivemos no Brasil contas bancárias com reajustes diários como forma de repor o poder de compra que o dinheiro perdia de um dia para o outro. Mas as pessoas mais pobres não tinham (e ainda não têm) acesso a contas bancárias, não podendo se utilizar desse benefício. E assim, seu dinheiro valia menos a cada dia.
A Correção Monetária tem o objetivo de minimizar (ou até neutralizar) as distorções causadas pela inflação na economia. Com ela, os valores monetários são reajustados com base na inflação ocorrida no período anterior, calculada por índices que procuram medir as mudanças que ocorrem nos níveis de preços de um período para outro. No Brasil, o cálculo destes índices é feito por entidades credenciadas, como o IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Outras instituições também têm elaborado estes cálculos, como a FGV - Fundação Getúlio Vargas, no Rio de Janeiro; FIPE - Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas e o DIEESE - Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos, ambos em São Paulo; o IPEAD - Instituto de Pesquisas Econômicas, Administrativas e Contábeis, em Belo Horizonte, dentre outros.
Os índices de preços, ou de inflação, são, portanto, indicadores que procuram mensurar a evolução do nível de preços. É um número que está associado à média ponderada dos preços de um conjunto de produtos, denominado cesta, em um determinado período. Assim, se de um mês para o outro determinado índice de preços sofre uma elevação de 0,6%, por exemplo, significa que os preços que fazem parte da cesta correspondente a esse índice aumentaram, em média, 0,6%.
Há diversos índices que são utilizados para medir a inflação, cada um com metodologia de cálculo própria e com utilização específica. Para aferir, por exemplo, a variação dos preços dos produtos finais consumidos pela população, usa-se o índice de custo de vida (ICV) ou o índice de preços ao consumidor (IPC), tomando por base os produtos de consumo de uma família-padrão para toda a sociedade ou certa classe. Para medir a variação nos preços dos insumos e fatores de produção e demais produtos intermediários, usam-se índices de preços ao produtor ou o índice de preços no atacado (IPA). A inflação no Brasil levou à criação de muitos índices diferentes para medir a inflação e corrigir a desvalorização da moeda. Atualmente, os principais são:
IPC Fipe - Índice de Preços ao Consumidor, calculado pela FIPE/USP (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas da Universidade de São Paulo), mede a variação dos preços de produtos e serviços, no município de São Paulo, para famílias que ganham entre um e vinte salários mínimos.
IGP-M - Índice Geral dos Preços do Mercado, calculado pela FGV (Fundação Getúlio Vargas). A coleta de preços é feita entre os dias 21 do mês anterior e 20 do mês corrente, com divulgação no dia 30. É composto por três índices: Índice de Preços no Atacado (IPA), Índice de Preços ao Consumidor (IPC) e Índice Nacional do Custo da Construção (INCC), que representam 60%, 30% e 10%, respectivamente, do IGP-M. É um dos índices mais utilizados.
IPC - Índice de Preços ao Consumidor, calculado pela FGV, mede a inflação para famílias com rendimentos entre um e 33 salários mínimos, em São Paulo e no Rio de Janeiro. O IPC representa 30% do IGP-M. Este índice é calculado para três intervalos diferentes e compõe os demais índices calculados pela FGV (IGP-M, IGP-DI e IGP-10) com um peso de 30%.
IPA - Índice de Preços no Atacado, calculado pela FGV, com base na variação dos preços no mercado atacadista. Este índice é calculado para três intervalos diferentes e compõe os demais índices calculados pela FGV (IGP-M, IGP-DI e IGP-10) com um peso de 60%.
INCC - Índice Nacional do Custo da Construção, calculado pela FGV, mede a variação de preços de um conjunto (cesta) de produtos e serviços utilizados pelo setor de construção civil. Este índice é calculado para três intervalos diferentes e compõe os demais índices calculados pela FGV (IGP-M, IGP-DI e IGP-10) com um peso de 10%.
IGP-DI - Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna. É calculado pela FGV entre o primeiro e o último dia do mês. Sua divulgação ocorre por volta do dia 10 do mês seguinte. Mede os preços que afetam diretamente a atividade econômica do País, excluídas as exportações. A exemplo do IGP-M, também é composto pela média ponderada do IPC, IPA e INCC, calculados para o respectivo período.
INPC - Índice Nacional de Preços ao Consumidor. Calculado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nas regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife, São Paulo, Belém, Fortaleza, Salvador e Curitiba, além do Distrito Federal e do município de Goiânia. Mede a variação nos preços de produtos e serviços consumidos pelas famílias com rendas entre um e oito salários mínimos. O período de coleta de preços vai do primeiro ao último dia do mês corrente e é divulgado aproximadamente após o período de oito dias úteis. É o índice mais utilizado.
IPCA - Índice de Preços ao Consumidor Ampliado. É calculado pelo IBGE nas regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife, São Paulo, Belém, Fortaleza, Salvador e Curitiba, além do Distrito Federal e do município de Goiânia. Mede a variação nos preços de produtos e serviços consumidos pelas famílias com rendas entre um e quarenta salários mínimos. O período de coleta de preços vai do primeiro ao último dia do mês corrente e é divulgado aproximadamente após o período de oito dias úteis.
ICV - Índice do Custo de Vida, calculado pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos) mede a variação dos preços em quatro grupos: alimentação, transportes, saúde e habitação. A pesquisa é realizada no município de São Paulo, pegando todas as faixas de renda. O período de coleta de preços vai do primeiro ao último dia do mês corrente e o índice é divulgado aproximadamente no início da 2a quinzena do mês seguinte.
ICVM - Índice do Custo de Vida da Classe Média. Calculado pela Ordem dos Economistas, a pesquisa é realizada no município de São Paulo tomando como base as despesas das famílias que tenham uma renda mensal na faixa entre dez e quarenta salários mínimos. O período de coleta de preços vai do primeiro ao último dia do mês corrente e o índice é divulgado aproximadamente no décimo dia de mês seguinte.
Outras informações
- O contrário de inflação, ou seja, a redução do nível de preços, chama-se deflação.
- Em sua forma extrema, isto é, quando se encontra fora de controle e com aumentos de preços absurdos, a inflação é chamada de hiperinflação.
- Em períodos de inflação alta, em que os preços chegam a sofrer reajustes diários, a população não retém dinheiro, pois ele se desvaloriza muito rápido. Tão logo recebem o dinheiro as pessoas compram mercadorias, pois se deixarem para o dia seguinte não conseguirão comprar tudo o que conseguem comprar hoje.
- O caso mais grave de hiperinflação que se tem notícia ocorreu na Alemanha, após a primeira guerra mundial, que chegou a acusar um trilhão por cento entre agosto de 1922 e novembro de 1923.
Crescimento da economia brasileira valoriza a carreira de administrador
Crescimento da economia brasileira valoriza a carreira de administrador
O bom momento vivido pela economia brasileira e a demanda crescente por profissionais qualificados são promissores para muitas carreiras, especialmente para o administrador, que, com seu perfil generalista, pode atuar em diferentes áreas e contribuir de diversas formas para o crescimento das oranizações.
"De forma geral, o administrador está presente nas empresas que devem crescer por causa do bom momento econômico e da realização de grandes eventos esportivos no País. É o caso das organizações que atuam nas áreas de infraestrutura, construção civil, logística, energia, telecomunicações, tecnologia, óleo e gás, e eventos", destaca o presidente do Conselho Regional de Administração - CRA-SP, Walter Sigollo. "Todas elas precisam de bons administradores para competir no mercado interno e externo", complementa o administrador.
A profissão, que completa nesta sexta, dia 9 de setembro, 46 anos da sua regulamentação no Brasil, continua sendo uma das mais procuradas pelos jovens que buscam o ensino superior. Segundo dados do Censo da Educação Superior de 2009, divulgado pelo MEC (Ministério da Educação), a Administração é o curso com mais inscritos no Brasil. São mais de 1.800 instituições de ensino superior que oferecem o curso, mais de 780 mil alunos matriculados, cerca de 120 mil formandos por ano, mais de 2.500 cursos de Administração e 680 mil vagas.
Sigollo lembra que a carreira de administrador apresenta uma peculiaridade em relação às demais profissões: é dinâmica e constantemente agrega novos campos de atuação ao seu escopo, o que dá maior flexibilidade ao currículo e amplia o mercado de trabalho. Ele, porém, alerta para uma mudança no perfil do profissional.
"O administrador precisa aprender a lidar com as questões relacionadas à sustentabilidade e aos princípios de governança corporativa. Da mesma forma, a maior valorização das pessoas nas empresas, pois hoje se sabe que elas podem ser o principal fator de diferenciação e inovação de uma organização, também obriga o administrador a se preocupar com a gestão de pessoas nas organizações."
Para esse novo perfil, Sigollo recomenda duas posturas. A primeira é a de que o administrador busque, paralelamente ao conhecimento técnico, uma formação cultural mais abrangente e sólida que vai ajudá-lo a se transformar em um profissional com visão de futuro e afeito à inovação. A segunda é de que ele não deixe nunca de estudar, de buscar conhecimento, mesmo que de forma autodidata.
O bom momento vivido pela economia brasileira e a demanda crescente por profissionais qualificados são promissores para muitas carreiras, especialmente para o administrador, que, com seu perfil generalista, pode atuar em diferentes áreas e contribuir de diversas formas para o crescimento das oranizações.
"De forma geral, o administrador está presente nas empresas que devem crescer por causa do bom momento econômico e da realização de grandes eventos esportivos no País. É o caso das organizações que atuam nas áreas de infraestrutura, construção civil, logística, energia, telecomunicações, tecnologia, óleo e gás, e eventos", destaca o presidente do Conselho Regional de Administração - CRA-SP, Walter Sigollo. "Todas elas precisam de bons administradores para competir no mercado interno e externo", complementa o administrador.
A profissão, que completa nesta sexta, dia 9 de setembro, 46 anos da sua regulamentação no Brasil, continua sendo uma das mais procuradas pelos jovens que buscam o ensino superior. Segundo dados do Censo da Educação Superior de 2009, divulgado pelo MEC (Ministério da Educação), a Administração é o curso com mais inscritos no Brasil. São mais de 1.800 instituições de ensino superior que oferecem o curso, mais de 780 mil alunos matriculados, cerca de 120 mil formandos por ano, mais de 2.500 cursos de Administração e 680 mil vagas.
Sigollo lembra que a carreira de administrador apresenta uma peculiaridade em relação às demais profissões: é dinâmica e constantemente agrega novos campos de atuação ao seu escopo, o que dá maior flexibilidade ao currículo e amplia o mercado de trabalho. Ele, porém, alerta para uma mudança no perfil do profissional.
"O administrador precisa aprender a lidar com as questões relacionadas à sustentabilidade e aos princípios de governança corporativa. Da mesma forma, a maior valorização das pessoas nas empresas, pois hoje se sabe que elas podem ser o principal fator de diferenciação e inovação de uma organização, também obriga o administrador a se preocupar com a gestão de pessoas nas organizações."
Para esse novo perfil, Sigollo recomenda duas posturas. A primeira é a de que o administrador busque, paralelamente ao conhecimento técnico, uma formação cultural mais abrangente e sólida que vai ajudá-lo a se transformar em um profissional com visão de futuro e afeito à inovação. A segunda é de que ele não deixe nunca de estudar, de buscar conhecimento, mesmo que de forma autodidata.
terça-feira, 6 de setembro de 2011
Mantega prevê cenário negativo para economia global
A fraqueza de Estados Unidos e Europa deve pressionar negativamente a economia
mundial e a disputa dos países pelos mercados globais deve intensificar a guerra
cambial, segundo previu o ministro da Fazenda, Guido Mantega, nesta
segunda-feira.
'Os Estados Unidos não têm a recuperação que esperávamos; na
Europa a coisa está ainda pior por causa da crise aguda da dívida', disse o
ministro durante evento em São Paulo. 'O resultado é que nos próximos dois anos
esses países vão crescer num ritmo lento, pífio, isso se não entrar em
recessão.'
Nesse cenário, disse Mantega, a disputa pelos mercados
internacionais vai se intensificar, implicando na desvalorização forçada das
moedas para tentar ganhar competitividade.
'A guerra cambial tende a recrudescer', afirmou.
Apesar deste quadro negativo, Mantega avaliou que o Brasil está
melhor preparado para enfrentar uma eventual intensificação da crise do que
estava em 2008. Como exemplo, ele citou as reservas internacionais de cerca de
350 bilhões de dólares, o mercado interno forte e o sistema financeiro
sólido.
Além disso, Mantega reiterou que o governo está preparado para
usar instrumentos para incentivar a economia, caso seja necessário.
'Temos muita bala na agulha para enfrentar uma eventual piora
da crise', disse ele.
Como exemplo do vigor da economia brasileira o ministro citou
ainda as recentes medidas do governo para conter o ritmo de expansão da
economia.
Mantega agregou que o governo está contendo gastos de custeio
para permitir mais investimentos e uma possível desoneração tributária. Segundo
ele, isso permitirá que o Brasil mantenha crescimento econômico sem pressões
inflacionárias.
O ministro assegurou que a meta de inflação deste ano será
alcançada. A previsão de Mantega que é a alta mensal média do IPCA seja de 0,3 a
0,4 por cento nos próximos meses.
A meta de inflação para o ano é de 4,5 por cento, com
tolerância de dois pontos percentuais.
Época de transformação social - Global Forum
Época de transformação social - Global Forum
A gestão inovadora como resposta ao desafios da sustentabilidade
O BAWB-Global Forum America Latina (BAWB-GFAL) é uma iniciativa internacional cujo principal objetivo é repensar o papel da sociedade, das empresas, da academia e do poder público enquanto atores fundamentais para o bem-estar e o desenvolvimento sustentável das comunidades em que se inserem. Para tanto, promove espaços de dialogo sobre estratégias sustentáveis em diferentes âmbitos, procura identificar ações inovadoras, que contribuam para a preservação da vida humana em nosso planeta. A conferência será realizada de forma digital e dará continuidade a interação e diálogo sobre aspectos relevantes de gestão para o mundo empresarial, acadêmico e para a sociedade como um todo, repensando o papel dos negócios enquanto protagonistas fundamentais para o bem estar e o desenvolvimento sustentável, trazendo alternativas para a realidade que se nos apresenta através de práticas bem sucedidas. Com esse foco, e fazendo relação com a Educação na Sustentabilidade, Sociedade Inovadora e Design-Thinking, a pergunta que conduz o BAWB GFAL 2011 coloca em questão os modelos vigentes de gestão tendo em vista os imperativos do desenvolvimento sustentável.
A gestão inovadora como resposta ao desafios da sustentabilidade
O BAWB-Global Forum America Latina (BAWB-GFAL) é uma iniciativa internacional cujo principal objetivo é repensar o papel da sociedade, das empresas, da academia e do poder público enquanto atores fundamentais para o bem-estar e o desenvolvimento sustentável das comunidades em que se inserem. Para tanto, promove espaços de dialogo sobre estratégias sustentáveis em diferentes âmbitos, procura identificar ações inovadoras, que contribuam para a preservação da vida humana em nosso planeta. A conferência será realizada de forma digital e dará continuidade a interação e diálogo sobre aspectos relevantes de gestão para o mundo empresarial, acadêmico e para a sociedade como um todo, repensando o papel dos negócios enquanto protagonistas fundamentais para o bem estar e o desenvolvimento sustentável, trazendo alternativas para a realidade que se nos apresenta através de práticas bem sucedidas. Com esse foco, e fazendo relação com a Educação na Sustentabilidade, Sociedade Inovadora e Design-Thinking, a pergunta que conduz o BAWB GFAL 2011 coloca em questão os modelos vigentes de gestão tendo em vista os imperativos do desenvolvimento sustentável.
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