segunda-feira, 24 de junho de 2013

Déficit de credibilidade

Por Celso Ming

De nada serviu à presidente Dilma adotar certas práticas da presidente Cristina Kirchner e chamar os críticos de sua política econômica de terroristas. Ela já deve ter elementos para entender que seu governo enfrenta sério déficit de credibilidade.
Ao longo dos dois últimos anos se atirou ao desmonte dos fundamentos da economia que haviam dado certo nos anos anteriores. O compromisso com uma política fiscal responsável foi substituído por uma sucessão aleatória de contratação de despesas públicas destituídas de um programa estratégico que lhes desse solidez. As metas passaram a ser atropeladas por resultados construídos por truques contábeis. E o resto é opaco. Ninguém entendeu, por exemplo, como o ministro da Fazenda, Guido Mantega, vai construir o prometido superávit primário (sobra de arrecadação para pagamento da dívida) de 2,3% do PIB.

Dilma. Falta a virada (FOTO: Andre Dusek/Estadão)
As manifestações que tomaram as ruas das grandes capitais questionam os critérios que determinaram as prioridades das despesas públicas. O governo do PT, que lá atrás pregava as excelências do orçamento participativo, conduz suas pautas de uma maneira errática, à base de desonerações temporárias e discriminatórias e de transferências de dezenas de bilhões de reais do Tesouro para o Banco do Brasil, para a Caixa Econômica Federal e para o BNDES.
Até agora, os estragos provocados pela inflação no orçamento do trabalhador foram considerados irrelevantes. O importante era perseguir o “pibão grandão”, que não acontece. A escalada de preços foi entendida como consequência de choques externos, de impacto temporário. A política monetária (política de juros) que deveria ater-se a levar a inflação à meta de 4,5% ao ano, foi reorientada para perseguir uma meta de juros. A obsessão da presidente Dilma foi derrubar os juros reais (descontada a inflação) para o nível dos 2% ao ano, não importando se as condições o comportavam.
Mas o momento não é só de desarrumação das contas públicas e de impacto inflacionário. É também de deterioração das contas externas. O rombo nas contas correntes (comércio exterior de mercadorias e serviços mais transferências unilaterais) passou de 2,4% para 3,2% em apenas cinco meses (veja o Confira). E, pior, tende a alargar-se para acima do afluxo de capitais de investimento. Esse é o principal fator que vai puxando as cotações do dólar para o alto.
Ainda na quinta-feira, o governo Dilma desmentiu categoricamente a substituição de peças-chave no comando da política econômica, como manobra destinada a recuperar credibilidade. Não basta a simples troca de nomes. É preciso primeiro admitir a substituição do atual arranjo experimentalista de política econômica por outro que garanta estabilidade e confiança.
Até agora, o governo Dilma descartou peremptoriamente quaisquer mudanças radicais de rumo. A opção foi ir tocando as coisas, do jeito que der, de maneira a não colocar em risco a recondução da presidente Dilma a um segundo mandato nas eleições de 2014. Mas essa é uma aposta em que nenhuma reviravolta política acontecerá até lá. As manifestações pelo País parecem dizer o contrário.
CONFIRA:
O gráfico mostra a evolução do déficit em Conta Corrente acumulado a cada período de 12 meses.
Acima do esperado. A deterioração das Contas Externas não é apenas crescente. É também maior do que o esperado.
O IED ficou curto. Até agora, o rombo era compensado com a entrada de capitais de investimento (Investimento Estrangeiro Direto). Mas, além de maior, o déficit tende a continuar crescendo, porque a disposição dos capitais é tomar o rumo dos Estados Unidos.

quinta-feira, 20 de junho de 2013

Especialistas explicam disparada do dólar e queda da bolsa

Por Mirim Leitão

É mais um dia de nervosismo nos mercados. Após o BC dos EUA indicar, claramente, que a retirada dos estímulos à economia americana começará ainda este ano, o dólar passou a subir mais, e a bolsa despenca. O Ibovespa já chegou a cair quase 3,5% hoje, mas às 12h04, recuava 2,11%. Já o dólar, mesmo com a intervenção do BC, chegou a bater R$ 2,27.
Para Sidnei Nehme, da corretora NGO, a alta da moeda americana veio para ficar. Ele diz que recursos estão deixando o país e empresas "correndo" para fazer hedge, ou seja, se proteger da alta da moeda americana. Tudo isso pressiona o dólar.
- O BC dos EUA indicou que vai começar a retirar o programa de estímulos. Esse término da fartura do dinheiro barato no mundo pega o Brasil num momento inoportuno, de baixo crescimento, inflação alta, baixa capacidade de atrair capital. Acho que o dólar vai continuar subindo; pode chegar a R$ 2,30. O governo vai intervir, tentar segurar, mas não tem muito o que fazer - disse o economista.
Ele também fez referência à frase dita pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, que afirmou que o governo tinha "bala na agulha" para evitar a volatilidade do dólar:
- As balas serão poucas, se começar a sair capital de longo prazo - disse Nehme.
Hersz Ferman, economista da Elite Corretora, explicou que as principais bolsas estão em queda e as moedas se desvalorizando em relação ao dólar, desde que o Fed indicou que os estímulos serão retirados mais adiante. A Bovespa e o real, no entanto, sentem mais.
- O comunicado do BC dos EUA e o discurso do Bernanke foram mais duros do que o mercado esperava, o que fez com que as bolsas caíssem e o dólar subisse. O cenário piorou para os dois. Mas o Brasil está "apanhando" mais do que os outros países. É um dos principais destaques negativos em câmbio e bolsa - afirma.
Quando eu pergunto porque o país está "sofrendo" mais do que os outros, inclusive os emergentes, Hersz aponta os problemas que temos mostrado aqui no blog todos os dias:
- Temos uma economia com dificuldade para crescer, a inflação está no teto. A política fiscal é contestada. O Brasil também depende muito de commodities, e a China, que compra muito, está desacelerando. Uma série de fatores faz com que o estrangeiro tire dinheiro do Brasil - explica o analista.

segunda-feira, 17 de junho de 2013

Economia brasileira, principais notícias

Opinião de Edmar Bacha, sobre a economia brasileira



Um dos formuladores do Plano Real, o economista Edmar Bacha, acredita que o governo tem "a faca e o queijo na mão" para reverter o pessimismo em relação ao Brasil. "Mas a decisão é essencialmente política", diz Bacha. veja os principais trechos da entrevista:
http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,o-governo--deixou-as-coisas-desarranjadas-diz-bacha,1043096,0.htm

Dilma prepara 20º pacote, agora para mineração

A presidente Dilma Rousseff
 A presidente Dilma Rousseff vai anunciar nesta semana o 20.º pacote de medidas de estímulo à economia de seu governo. O pacote da vez será o novo Código de Mineração, que deve, na visão do governo, impulsionar os investimentos das mineradoras no Brasil já a partir do segundo semestre. O anúncio do novo código está previsto para amanhã, no Palácio do Planalto.

BOLSA DE VALORES
Ibovespa segue exterior e avança, com Petro e Vale subindo mais de 1,5% - InfoMoney 
Veja mais em: http://www.infomoney.com.br/mercados/acoes-e-indices/noticia/2823752/ibovespa-segue-exterior-avanca-com-petro-vale-subindo-mais

Ibovespa opera em alta nesta segunda-feira (Divulgação/BM&FBovespa)


Pesquisa do Banco Central reduz a previsão do PIB pela 5º vez


Foi reduzida pela quinta vez a previsão de crescimento do PIB para 2013. De acordo com a pesquisa Focus, divulgada nesta segunda (17/6) pelo Banco Central.
A estimativa de alta foi reduzida para 2,49%, na semana passada, o índice estava em 2,53%, para 2014, a previsão de crescimento se manteve em 3,2%.
A projeção para a taxa básica do juro foi elevada de 8,75% para ao ano, em 2013 e 2014. A inflação subiu de 5,8% para 5,83% para 2013 e mantida em 5,8% para 2014.


Brasil vive forte crise de confiança, acredita 


governo


O governo reconhece que o Brasil é vítima, neste momento, de uma forte crise de confiança. Mesmo depois de retirar as amarras das políticas monetária e cambial, os investidores domésticos e estrangeiros continuam desconfiando do país. A solução não passa apenas pelo fortalecimento das contas públicas, tema apontado pelos críticos como principal razão para o ceticismo. http://www.valor.com.br/financas/3163300/brasil-vive-forte-crise-de-confianca-acredita-governo
Embraer vai investir US$ 1,7 bilhão em novos modelos comerciais
Embraer_190.jpg
A Embraer anunciou nesta segunda (17/6) um pacote de investimentos estimado em US$ 1,7 bilhão para os próximos oito anos. O principal objetivo da companhia é direcionar os recursos ao desenvolvimento de novos modelos dos E-Jets E2.

A empresa prevê uma demanda de 6,4 mil jatos comerciais com capacidade de até 130 lugares ao longo dos próximos 20 anos. Com mais de 1,2 mil encomendas de E-Jets, a companhia detém 42% do mercado em seu segmento.

A agricultura faz sua parte, mas falta infraestrutura, diz a senadora kátia Abreu

A senadora acusou o governo de leniência com a questão indígena e apelidou o ministro da Justiça de

quinta-feira, 13 de junho de 2013

Destaques da Economia brasileira

 

Dólar em tendencia de queda, após retirada do IOF sobre derivativos cambiais, dólar  desvaloriza frente ao real.
http://blogs.estadao.com.br/economia-tempo-real/2013/06/13/apos-retirada-do-iof-dolar-tem-manha-de-queda/

Ibovespa abre em alta após cair por 4 pregões consecutivos - veja mais em InfoMoneyhttp://www.infomoney.com.br/mercados/acoes-e-indices/noticia/2819677/ibovespa-abre-alta-apos-cair-por-pregoes-consecutivos.


As vendas do comércio varejista subiram 0,5% no mês de abril sobre março, informou nesta quinta-feira (13/06),  o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em sua Pesquisa Mensal de Comércio. 

http://www.istoedinheiro.com.br/noticias/121538_VENDAS+DO+VAREJO+SOBEM+05+EM+ABRIL+INFORMA+IBGE

Os Salarios tem sido um dos principais fatores impulsionando a inflação:
por Alexandre Schwartsman
"a elevação dos salários por conta do mercado de trabalho apertado, a um ritmo muito acima do crescimento da produtividade, tem sido um dos principais fatores impulsionando a inflação. Apesar disto, é muito pouco provável que esta questão venha a ser abordada, sobretudo às vésperas da eleição." 
http://maovisivel.blogspot.com.br/2013/05/o-ministro-e-as-passas.html

Destaques da Economia Norte Americana e Asiatica

Vendas no varejo nos EUA superam expectativa com mais vendas de automóveis
Eestados Uunidos Mostra recuperação mais rápida economia. 
O Departamento do Comércio informou nesta quinta-feira que as vendas no varejo subiram 0,6 por cento. 
http://br.reuters.com/article/businessNews/idBRSPE95C02320130613

Ações japonesas lideram fortes quedas na Ásia

quarta-feira, 3 de abril de 2013

Foco nos Resultados - O Princípio 80/20

Introdução:
          Vivemos uma época de transição. Como toda transição, esta também é caracterizada por incertezas, resistência à mudança e, principalmente, turbulências. Transição de um modelo baseada na produção para outro, completamente baseado no conhecimento e na prestação de serviços. Muitos autores rotulam esta nova era de diversas maneiras: Era da informação, Revolução do conhecimento, Era pós-industrial e assim por diante.

          Uma das principais características deste momento que vivemos é uma obsessão, quase doentia, pelo mais: mais conhecimento, mais produtividade, mais resultados, mais lucros, mais clientes, mais participação no mercado, mais Stress (mesmo que não desejado) e assim por diante. Porém ao mesmo tempo que somos exigidos a produzir mais, a gerar mais resultados, temos menos tempo, a cada crise financeira ou ataque especulativo temos menos recursos, menos paciência, menos saúde e assim por diante.

          Como conciliar estes aspectos, aparentemente, tão antagônicos, tão paradoxais? Neste ponto acho que o Princípio 80/20 (também conhecido como princípio de Pareto, por ter sido identificado, pela primeira vez há cerca de 100 anos pelo economista italiano Vilfredo Pareto) pode ser um auxiliar valioso para nossa carreira pessoal e, principalmente, para nossa vida pessoal. Vamos inicialmente fazer uma apresentação do princípio 80/20 e em seguida mostrar como você pode utilizá-lo, na prática, para construir uma carreira de sucesso, ao mesmo tempo que mantém uma vida pessoal saudável e equilibrada.

O Princípio 80/20

          O Princípio 80/20 afirma que existe um forte desequilíbrio entre causas e efeitos, entre esforços e resultados e entre ações e objetivos alcançados. O Princípio afirma, de uma maneira genérica, que 80% dos resultados que obtemos estão relacionados com 20% dos nossos esforços. Em outras palavras: uma minoria de ações leva a maior parte dos resultados, em contra-partida, uma maioria de ações leva a menor parte dos resultados. A seguir alguns fatos que ilustram o Princípio 80/20:
  • 80% do total de vendas está relacionado com 20% dos produtos.
  • 80% dos lucros de uma empresa está relacionada com 20% dos produtos.
  • 80% dos lucros está relacionado com 20% dos clientes.
  • 80% dos acidentes de trânsito é causado por 20% dos motoristas.
  • 80% dos usuários de computador usa apenas 20% dos recursos disponíveis
  • 80% do tempo usamos 20% de nossas roupas.
  • 80% das pessoas prefere 20% dos sabores ou cores disponíveis.
  • Pareto descobriu, em uma pesquisa do Século XIX, que 80% da renda, na Inglaterra, ia para 20% da população.
  • 80% dos resultados são obtidos por 20% dos funcionários.
  •           Obviamente que a relação entre causas e efeitos não é exatamente 80/20, mas algo próximo desta proporção. A relação 80/20 é apenas um referencial. O que mais surpreendeu, na pesquisa de Vilfredo Pareto, é que o desequilíbrio representado pelo princípio 80/20 pode ser observado em diversas outras relações causas/efeitos do dia-a-dia. 

              Uma vez aceitando como verdadeiro o princípio 80/20, como podemos usá-lo na nossa empresa, na nossa carreira e na nossa vida pessoal? Podemos resumir esta resposta na seguinte frase: "Identificar os 20% de esforços/ações que são responsáveis pela geração de 80% dos resultados e nos concentrarmos neles, procurando melhorá-los e aperfeiçoá-los cada dia mais.

              Um exemplo muito interessante de aplicação do princípio 80/20 vem da IBM, empresa americana da área de computação. A IBM descobriu, em 1963, que 80% dos recursos de um computador são gastos executando 20% das instruções do Sistema Operacional. O que a IBM fez? A IBM concentrou a sua equipe de programadores na melhoria e aperfeiçoamento das instruções mais utilizadas, com o objetivo de torná-las mais rápidas e eficientes. Com isso o Sistema Operacional melhorou consideravelmente. 

              Uma empresa pode concentrar esforços nos 20% dos clientes que são responsáveis por 80% das vendas ou lucros. Pode alocar recursos para pesquisa e desenvolvimento dos 20% de produtos que são responsáveis por 80% das vendas ou lucros. Pode investir mais em treinamento e desenvolvimento dos 20% dos funcionários que são responsáveis por 80% dos resultados e assim por diante.

              E você? Como profissional e ser humano, como pode aplicar o Princípio 80/20? Este é o assunto do próximo item.

    O Princípio 80/20

              Como seres humanos, todos temos um objetivo em comum: Sermos felizes. Os caminhos para a felicidade são únicos para cada ser humano. Os resultados que obtemos e os objetivos que alcançamos, estão relacionados única e exclusivamente à nossas ações. Ninguém é responsável pela nossa felicidade ou por nossas frustrações, muito menos temos o direito de jogar esta responsabilidade em quem quer que seja. 

              Toda pessoa tem sonhos que gostaria de transformar em realidade. Para transformar estes sonhos em realidade é preciso muito trabalho, esforço e dedicação. É neste ponto que o Princípio 80/20 é uma auxiliar muito valioso. O primeiro passo é identificar, claramente, de preferência por escrito, quais são os seus objetivos de vida. Aqui não cabe questionar se os seus objetivos são legítimos ou não, se são corretos ou não. Quais são os seus objetivos? Ganhar muito dinheiro? Ajudar muitas pessoas? Ser um cantor ou artista famoso? Ser um profissional respeitado e admirado? Trabalhar para um mundo mais humano e solidário? Combater as drogas? Enfim, o primeiro passo é identificar, claramente, quais são os seus objetivos de vida. Ninguém é capaz de atingir um objetivo se não for capaz de visualizá-lo claramente e identificar as ações necessárias para atingir, afinal de que adianta correr se você estiver no caminho errado. E você somente saberá se está no caminho correto se souber para onde está indo. 

              Uma vez identificando os seus objetivos, que são somente seus e únicos, você tem a obrigação de focar os seus esforços e o seu precioso tempo, nas ações que estejam alinhadas com estes objetivos. O tempo é escasso para todo mundo. Precisamos conciliar trabalho, desenvolvimento profissional, família, amigos e tantas outras coisas (veja a coluna "Como construir uma Carreira de Sucesso sem Stress"). Com certeza, a maioria dos resultados que obtemos (talvez 80%), estarão relacionados com uma pequena parcela de nossas ações (quem sabe 20%). Com isso podemos utilizar o princípio 80/20 para priorizar o uso do nosso tempo, nos dedicando mais àquelas ações que geram a maioria dos resultados. É muito importante lembrar que os resultados desejados estão relacionados com os objetivos pessoais de cada um. 

              Sempre que você tiver que optar, por falta de tempo, entre executar uma ou outra ação, considere qual ação está mais alinhada com os seus objetivos pessoais. Sempre que você estiver desanimado, sem motivação, lembre dos seus objetivos, procure imaginar o momento em que você consegue realizá-los e a felicidade por ter conseguido. Use sempre o princípio 80/20 para concentrar-se mais nas ações que irão gerar os resultados desejados. Jamais deixe-se levar pelos objetivos de outras pessoas, não deixe que ninguém conduza a sua vida. Lembre-se: você é único e como tal, é o único responsável pela sua vida. Se você consegue vencer o mérito é todo seu; se não consegue também.